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02/12/2020 |

Aps ofensas racistas, prefeita negra eleita em Bauru ameaada de morte

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Suéllen Rosim (Patriota) voltou à delegacia nesta terça-feira (1º) para denunciar mensagem na qual é chamada de 'macaca' e ameaçada de morte. Ela será a primeira mulher negra a comandar a cidade em 124 anos de história.

Após registrar boletim de ocorrência por ofensas racistas, a prefeita eleita de Bauru (SP) Suéllen Rosim (Patriota) retornou nesta terça-feira (1º) para a delegacia e denunciou uma ameaça de morte recebida por e-mail.

Na mensagem, o homem se identifica, a ofende de 'macaca' e alega que vai comprar uma pistola no Rio de Janeiro para matá-la na casa. A ameaça foi enviada na tarde desta segunda-feira (30) para o e-mail pessoal da prefeita eleita.

De acordo com o delegado Eduardo Herrera, a mensagem foi anexada ao primeiro boletim de ocorrência e será investigada pela Polícia Civil como injúria racial, a princípio. Até esta terça-feira (1º), nenhum suspeito havia sido identificado.

Suéllen já tinha um depoimento marcado na Central de Polícia Judiciária nesta terça-feira (1º), onde chegou acompanhada dos pais e falou por cerca de uma hora e meia. Durante a oitiva, ela aproveitou para denunciar a nova ameaça.

Suéllen disse que não conhece nenhum dos autores dos ataques racistas que ela recebeu e que ela espera que os envolvidos sejam identificados e punidos pela lei.

"É um absurdo a gente ainda ter que ouvir esse tipo de palavra, dessas questões raciais. É inadmissível. Lamento muito. A gente tem tanta coisa pra discutir da cidade, tantos problemas no município e a gente ter que discutir um assunto tão pesado", afirma Suéllen.

"É uma minoria que ataca, mas precisa ser combatida. Porque eu ainda acredito muito que as mensagens de carinho que eu recebi foram muito maiores. Que a Justiça seja feita para que essa pessoa não faça isso com outras pessoas", continua a prefeita eleita.

A Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP) emitiu uma nota nesta terça-feira (1º) em apoio à prefeita eleita, que é jornalista.

A entidade repudiou "o ataque covarde e imoral desferido pelas redes sociais com foco na questão racial e de gênero" contra Suéllen, reforçou a importância dos profissionais da imprensa para a manutenção da democracia e expressou solidariedade à prefeita eleita.

A FJLP disse ainda que condena "toda e qualquer manifestação de ódio e discriminação racial e de gênero para consigo e seus pares" e requer das autoridades competentes a punição dos infratores.

Fonte: www.ourinhosnoticias.com.br

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