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22/09/2017 |

Pea de teatro apresenta histria com Jesus transgnero

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O teatro da Casa de Cultura Mário Quintana ficou lotado na noite de quinta-feira (21) durante a peça "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu", que representa a figura máxima do cristianismo como transexual. Todos os 188 lugares foram preenchidos. Para a apresentação desta sexta (22), os ingressos estão esgotados.

O espetáculo tem como protagonista a atriz trans Renata Carvalho e propõe uma reflexão sobre o preconceito relativo às questões de gênero, e faz parte da programação do Porto Alegre em Cena.

A peça chegou a ser proibida em São Paulo por conta de uma decisão judicial, e teve a exibição garantida pela Justiça no Rio Grande do Sul.

De acordo com o entendimento do juiz que proibiu a peça em Jundiaí, no interior de São Paulo, houve desrespeito a uma religião e a uma figura venerada em todo o mundo.

A diretora da peça, Natália Mall, diz que essa foi a primeira proibição da peça, que gerou discussão também ao chegar em Porto Alegre.

"A peça, ela só põe em evidência um preconceito que já existe e que já cobra muitas vidas e causa muito sofrimento [...] Numa situação como a que a gente vive hoje, de tantas incertezas, em um clima político tenso, uma população tão decepcionada e polarizada, onde é difícil de conversar. É muito natural que a arte traga luz para essas questões pouco discutidas. É um pouco a função da arte, ela faz isso", afirma Natália.

Para a atriz Renata Carvalho, que vive de perto com o preconceito, o papel é desafiador porque obriga a "mexer nas estruturas". "Por isso que as pessoas estão assim agora. Que caiam todas as máscaras, mesmo que falem todo o ódio e as pessoas entendam que não é opinião, isso é preconceito, é transfobia, e precisamos combater isso", afirma.

O público compareceu, lotando o teatro e dando apoio para a manifestação. "A gente veio, primeiro, para prestar solidariedade à Renata, que é a atriz que interpreta Jesus, justamente porque a peça foi censurada em São Paulo e houve tentativa de censura aqui em Porto Alegre", afirmou o estudante Luciano Victorino, dizendo que o recado é o de que "Porto Alegre nunca vai ser a província do atraso".

Já a advogada Jaqueline Custódio afirmou a necessidade de conhecer antes de fazer críticas. "A gente precisa pensar, a gente precisa conhecer para poder se manifestar sobre as coisas", disse.

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Fonte: G1

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