ARTIGO

15/09/2014

Empresrio Ary Pocay foi pioneiro na implantao da indstria em Ourinhos

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O EMPRESÁRIO É AVÔ DE LUCAS POCAY, ATUAL PRESIDENTE DA CÂMARA DOS VEREADORES DE OURINHOS

Ary Pocay, industrial, diretor presidente do Grupo Tecnal, que faleceu na madrugada desta quarta-feira (10), foi pioneiro na implantação da indústria em Ourinhos e transformou a sua empresa numa referência no mercado nacional e internacional. Sua última entrevista ao jornal Novo Negocião ocorreu em dezembro de 2011.

Na época, ele contou sobre sua dedicação à pesquisa e desenvolvimento de projetos para a extração de óleos vegetais, realizada desde a década de 60. Ary Pocay foi velado em Ourinhos e Salto Grande e seu corpo foi sepultado no cemitério de Salto Grande. O empresário é avô de Lucas Pocay, atual presidente da Câmara dos vereadores de Ourinhos.

Alicerçado num sólido trabalho de pesquisa que começou a desenvolver na década de 1960 e já com vasta experiência profissional, Ary Pocay criou em 1976 duas empresas que, anos mais tarde, consolidariam o Grupo Tecnal numa das mais importantes e respeitadas empresas brasileiras. Em 13 de maio de 76 fundou a Tecnal e em 12 de outubro a TNL. A primeira voltada para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e a segunda responsável pela fabricação de equipamentos. Em 35 anos de atividades o Grupo Tecnal conseguiu graças ao espírito empreendedor e arrojado de seu fundador levar tecnologia brasileira aos principais países do mundo.

Diante dos resultados, ele se dizia orgulhoso e reconhecido. “A gente sente-se orgulhoso e reconhecido, porque é muito bom constatar que a tecnologia que desenvolvi teve um alcance tão grande e trouxe tantos benefícios para este setor. Sabia o que eu poderia atingir, o espaço que poderia conquistar no mercado e onde podia chegar”, falou.

Para ele, seus resultados superaram suas expectativas. “Sempre sonhei grande e previ o que poderia acontecer. O sonho é muito importante, o homem que não sonha não realiza. Sonhando você tem um princípio para realizar, meus sonhos foram tudo certeza. Quando inauguramos a fábrica falei isso que foi registrado num jornal de Londrina. Disse que estávamos nos preparando e nos propondo para atender o mercado e nos transformamos. Fizemos do Brasil, de importador, exportador de tecnologia. As outras empresas começaram a ir embora a Krup, Roserdal, Euchina porque não tinham condições de competir comigo. Além de oferecer a mesma qualidade e os mesmos rendimentos, os preços eram um terço. Guardo até hoje proposta de orçamento que apresentei em concorrência, no início das atividades, que nós participamos com a Krup. A Krup entrou com 36 milhões de cruzeiros, na época, e nós entramos com 12 milhões. Para continuarem fornecendo alguma coisa no Brasil tiveram que reduzir seus preços”, falou.

Ary disse, ainda, durante entrevista sobre o alcance do Grupo Tecnal. “Somos uma liderança nacional e, também, ampliamos a nossa atuação no mercado com o desenvolvimento de equipamentos para recepção de grãos de armazenamento. Quando a soja ou o milho são colhidos, apresentam de 18 a 20% de umidade e para armazenar há necessidade de reduzir essa umidade. Desenvolvemos pesquisas neste setor e fabricamos equipamentos para isso. Hoje nossos secadores são os maiores da América Latina. Nós participamos em grande escala para atender grandes produtores, como ADM (Goiás), Bunge, Cargil, são empresas que montam grandes instalações e nós participamos com nossa tecnologia e equipamentos para armazenagem. Criamos também neste período tecnologia e equipamentos para atender a área de ração animal. Recentemente formalizamos dois contratos um no Brasil com a Cooperativa de Rio Verde para uma planta para ração animal e outro para a Venezuela em parceria com a Oldebrecht”.

O pioneirismo de Pocay foi crucial para o desenvolvimento de Ourinhos. “Quando vim para Ourinhos, a cidade não tinha indústria de construção de máquinas, construía somente máquinas para atender o setor ceramista. Mais tarde surgiram outras empresas. Fomos o primeiro com a produção de máquinas com projetos próprios. Nunca trabalhei com projetos dos outros, sempre com tecnologia própria. Costumo dizer que sou o melhor vendedor do mundo porque quem vende algo sem ter? Numa discussão o que tinha muito era uma defesa de tese, teoria e projetos; não tinha nada para mostrar. Todas as máquinas que eu fabriquei eu vendi primeiro para depois fabricar. Tinha muita credibilidade, as pessoas confiavam muito em mim. Não era comprar a máquina e pagar no final, eles davam sinal de 30% antes. Quando estava começando, certa vez, fechei um contrato de 2 milhões de dólares e me adiantaram 30% de sinal e eu não tinha nada, nem fábrica, só a Tecnal, que desenvolvia os projetos”.

O empresário atribuiu a credibilidade a integridade na forma de se trabalhar. “À forma de se expressar, a sinceridade, a idoneidade que você repassa para as pessoas. Toda vez que chegava num cliente, às vezes já me conhecia por referência, mas aqueles que não me conheciam, conseguia depois de 15 minutos de conversa, mudar tudo. Sabia o que estava falando, não tinha fantasia, sempre preguei a realidade”, disse.

Para Ourinhos, seus desejos foram de expansão e crescimento. “Eu quero ver Ourinhos crescendo e espero que se destaque cada vez mais porque perdemos muito no tempo para cidades como Marília, Bauru. Precisamos ganhar tempo, aproveitar as oportunidades, trazer mais indústrias, oferecer mais incentivos para novos investimentos e diversificar o parque industrial”, terminou.

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Autor: Novo Negocio

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COMENTRIOS

  • 18/11/2014Ourinhense

    O Sr Ary deixou um legado à cidade de Ourinhos e, a indstria mecnica do Brasil. O Brasil precisa de empreendedores como ele.

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