ARTIGO

15/07/2013

O dia em que a 25 de Maro parou!

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O Dia Nacional de Luta, 11 de Julho, fechou as lojas do maior centro de comrcio popular do Brasil. A Rua 25 de Maro (Capital paulista), e arredores, mantiveram suas portas fechadas em apoio aos mais de dois mil manifestantes ligados ao movimento sindical comercirio do Estado. O ato unitrio contou com as presenas dos Sindicatos dos Empregados no Comrcio de So Paulo, Bragana Paulista, Cotia e Mogi das Cruzes e dos Prticos de Farmcia de So Paulo. Este fato indito no movimento comercirio comps um protesto idealizado pelas Centrais Sindicais que reverberou em todo o Brasil. Os Sindicatos dos Comercirios e dos Prticos de Farmcia da Grande So Paulo, Interior e Baixada Santista tambm aderiram aos protestos em suas regies. UNIDOS SOMOS MAIS FORTES Confesso que foi emocionante ver os funcionrios diante das lojas com as portas baixadas, batendo palmas, recebendo e lendo nas caladas os panfletos intitulados Unidos Somos Mais Fortes. O que se viu na pacfica passeata que percorreu 4,2 quilmetros (da 25 de Maro at o Masp, na Paulista), foi a demonstrao do forte poder de mobilizao e de organizao dos trabalhadores liderados pelo presidente Ricardo Patah e diretoria, bem como dos dirigentes da nossa Federao. Em meio multido, que caminhava atrs da faixa abre alas do movimento, e ao ouvir palavras de ordem vindas do caminho de som (repetidas em coro pelas pessoas), tivemos a certeza que a partir deste 11 de Julho de 2013 a 25 de Maro no seria mais a mesma. E no ser! Para o sindicalismo comercirio, as manifestaes do 11 de Julho tambm reiteram as reivindicaes comercirias, principalmente diante da Campanha Salarial Unificada 2013, por aumento real, reajuste digno, PLR e avanos nas clusulas sociais. DILOGO No tenho dvida que o clamor das ruas foi ouvido pelos Poderes Executivo, leia-se presidenta Dilma Rousseff, e Legislativo, entenda-se deputados federais e senadores. Respaldados pelos exemplos de unio e de fora que colocamos nas ruas nesta decisiva quinta-feira, quero crer que abrimos uma frente de dilogo com o Governo Federal, que ainda no fez cumprir a Agenda da Classe Trabalhadora, constante na Conclat/ 2010 e da 7 Marcha das Centrais a Braslia, dia 6 de maro. Caso haja intransigncia das partes governamentais e patronais diante das nossas reivindicaes, agosto, verdadeiramente, poder ser o ms do desgosto, como dizem, inclusive com greve geral! Parabns unidade e organizao do movimento sindical brasileiro por esse histrico 11 de Julho. LUIZ CARLOS MOTTA presidente da Federao dos Comercirios do Estado de So Paulo (Fecomercirios) e tesoureiro da Fora Sindical e da Confederao Nacional dos Trabalhadores no Comrcio (CNTC)

Autor: Luiz Carlos Motta

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